BIO

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Daniel Leite Mendes (Lisboa, 1977) é um escultor português com um percurso artístico muito ligado à terra, à essência e às origens dos lugares. Com dezasseis anos de idade começou a arte de trabalhar o elemento madeira com o seu pai.


Mais tarde, dá continuidade à sua vocação envolvendo-se em projetos de arquitetura, maquetas e criação de espaços. Desenvolveu competências na articulação entre o conhecimento técnico e as proporcionalidades artísticas através de formações de Desenho Técnico de Arquitetura. Colaborou profissionalmente com os SMAS de Ponta Delgada (Açores) e trabalhou em diversos gabinetes de Arquitetura.


A partir do ano 2000, Daniel encontra o seu lugar na criação de escultura em pedra e dedica-se a explorar as várias possibilidades deste caminho. A capacidade de se adaptar a diferentes expressões permitem-lhe a dedicação profissional exclusiva à marcenaria, à escultura e ao desenho a partir de 2004. Desde então tem procurado identificar o espaço da arte como um lugar de devir em que novas atitudes, crenças e sentimentos podem surgir. As suas próprias experiências pessoais são o ponto de partida para a leveza que procura extrair das pedras.

Trabalha de forma intuitiva, estimulando a irreverência e o movimento das peças, de modo a criar uma ligação entre matéria e mente. Independentemente do espaço onde se encontra – um projeto de arte pública, um museu, uma galeria, uma sala de estar ou biblioteca – a tridimensionalidade da escultura possibilita a partilha de um espaço multidimensional com o observador. O ponto de vista altera-se conforme o ângulo de visão e a interação que cada observador estabelece com as peças, numa miríade de interpretações possíveis.


Vive e trabalha há 13 anos num monte no Cabeço de Montachique. Este lugar, na natureza, permite-lhe uma oscilação equilibrada entre a vida no campo e a proximidade da cidade de Lisboa, trazendo silêncio e quietude para algumas das suas criações mais recentes. Tem vindo a explorar dimensões estilísticas inovadoras e construiu um atelier alternativo, a partir de materiais reciclados, para incorporar na sua arte os novos essenciais que as experiências lhe estão a pedir.