Statement

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Há algo de ancestral na minha inspiração que vai beber à fonte dos ensinamentos do meu pai e às minhas raízes ligadas ao Norte de Portugal, Celorico de Basto. Esta ancestralidade é animada pela beleza e pelas majestosas silhuetas da natureza.

 

O meu percurso artístico foi-se revelando como uma aventura, muito influenciado pelas correntes vigorosas do oceano atlântico e as crateras vulcânicas que caracterizam a exuberância das paisagens açorianas onde vivi vários anos.

Para além dos contrastes e do pó das pedras inspiram-me as formas abstratas das peças de Georg Scheele, artista que vive e trabalha em Portugal desde 1989. Tive também o privilégio de escutar orientações artísticas do grande criador João Cutileiro (1937-2021). E tenho aprendido, de diversas formas, com os escultores portugueses Moisés Preto Paulo e Romeu Costa. 

As minhas criações também são um reflexo das vivências, dos lugares e das pessoas com quem me tenho cruzado, são o veículo perfeito para comunicar as ilimitadas dimensões da natureza e da vida através do movimento equilíbrio e suavidade. Quando crio uma exposição artística, faço-o com o objetivo de contribuir para preservar propriedades culturais intangíveis. 

 

A música é uma companheira antiga, um estímulo visionário que procuro trazer para o meu trabalho. Da colisão entre mundos diferentes nascem mundos novos. É desta forma que integro a influência de tradições filosófico espirituais de culturas diferentes como a Tailandesa. Para além dos encantos naturais destas terras, dos seus templos e do seu povo, sou atraído pelo simbolismo icónico do budismo, do hinduísmo e por filosofias que expressem a conexão entre o corpo e o espírito, o latente e o imanente, a matéria e a energia misteriosa que a anima.